Empresas do Simples Nacional ganharam uma nova ferramenta para analisar uma das decisões tributárias mais importantes para 2027. O simulador permite comparar os efeitos do IBS e da CBS, mas a escolha não deve considerar apenas quanto a empresa paga: créditos tributários e perfil dos clientes também entram na conta.

Empresário e profissional contábil analisando cenários de IBS e CBS para o Simples Nacional
O que você precisa entenderSimples Nacional ganha simulador para escolha de IBS e CBS: decisão precisa ser feita até 30 de setembro

As informações abaixo foram revisadas com base em fontes oficiais em 19 de setembro de 2026. A aplicação prática pode variar conforme a situação da empresa.

O que você precisa saber

Empresas do Simples Nacional ganharam uma nova ferramenta para analisar uma das decisões tributárias mais importantes para 2027. O simulador permite comparar os efeitos do IBS e da CBS, mas a escolha não deve considerar apenas quanto a empresa paga: créditos tributários e perfil dos clientes também entram na conta.

Por que isso importa para sua empresa

Empresas do Simples Nacional ganharam uma nova ferramenta para analisar uma das decisões tributárias mais importantes para 2027. O simulador permite comparar os efeitos do IBS e da CBS, mas a escolha não deve considerar apenas quanto a empresa paga: créditos tributários e perfil dos clientes também entram na conta.

Entenda o tema

Agora existe uma ferramenta. A decisão continua sendo da empresa.

A Reforma Tributária colocou as empresas do Simples Nacional diante de uma escolha que não existia na rotina tributária tradicional.

A empresa poderá continuar recolhendo IBS e CBS dentro da sistemática do Simples ou permanecer no Simples para os demais tributos e recolher IBS e CBS pelo regime regular.

O prazo para essa decisão termina em 30 de setembro de 2026, com efeitos a partir de 2027.

Agora existe uma ferramenta adicional para ajudar nessa análise.

Em 18 de setembro, durante as ações da força-tarefa criada para orientar empresas sobre a Reforma Tributária, foi disponibilizado um simulador capaz de auxiliar micro e pequenas empresas na avaliação dos efeitos de IBS e CBS.

É uma ferramenta importante.

Mas não é um botão que decide qual regime é melhor para uma empresa.

O que a empresa precisa escolher?

A Reforma Tributária preservou o Simples Nacional, mas criou uma possibilidade nova para IBS e CBS.

Na primeira alternativa, a empresa permanece integralmente na sistemática do Simples, incluindo os novos tributos dentro do regime unificado.

Na segunda, permanece optante pelo Simples para os demais tributos, enquanto IBS e CBS são recolhidos pelo regime regular.

À primeira vista, pode parecer uma escolha entre duas formas de pagar imposto.

Na prática, existe outra variável importante: crédito tributário.

O cliente da empresa passa a fazer parte da análise

Esse talvez seja um dos aspectos mais relevantes para empresas de Mauá e do ABC Paulista.

Imagine duas empresas concorrentes fornecendo para uma indústria.

Uma permanece integralmente na sistemática do Simples.

A outra recolhe IBS e CBS pelo regime regular.

A forma como os créditos são gerados para quem compra pode ser diferente.

Por isso, uma decisão tributária que parece restrita à contabilidade da empresa pode também interferir em sua relação comercial.

Empresas que vendem principalmente para consumidores finais possuem uma dinâmica.

Empresas que fornecem para outras empresas possuem outra.

Indústrias, distribuidores, prestadores B2B e fornecedores de grandes companhias deveriam olhar para essa questão com especial atenção.

O simulador ajuda justamente onde antes existia muita abstração

Desde que a nova escolha foi regulamentada, empresas e escritórios contábeis passaram a precisar projetar cenários para 2027.

A chegada do simulador torna essa conversa mais concreta.

É possível utilizar informações da operação para avaliar os efeitos das novas regras e comparar cenários.

Isso é bastante diferente de escolher um regime simplesmente porque uma determinada alíquota parece menor.

Tributação não acontece em uma planilha isolada.

A empresa compra, vende, gera créditos, transfere créditos, forma preços e negocia com clientes.

É o conjunto que precisa ser analisado.

Menor imposto não significa necessariamente melhor escolha

Essa é provavelmente a maior armadilha da decisão de setembro.

Imagine que uma simulação indique carga tributária aparentemente menor em determinada alternativa.

Isso encerra a análise?

Não necessariamente.

Se a empresa atende predominantemente outras pessoas jurídicas e a forma escolhida reduzir o crédito disponível para seus clientes, pode existir um efeito comercial.

Da mesma forma, uma alternativa que aparentemente apresenta recolhimento maior pode produzir créditos diferentes dentro da cadeia.

Por isso, comparar somente o valor do DAS com o recolhimento de IBS e CBS é insuficiente.

A análise deveria considerar pelo menos:

perfil dos clientes;

percentual de vendas B2B e B2C;

compras e insumos;

créditos gerados nas aquisições;

créditos transferidos aos clientes;

margem da operação;

formação de preço;

posição da empresa dentro da cadeia;

e impacto financeiro das duas alternativas.

Só depois disso a simulação começa a virar decisão.

Empresas de serviços precisam olhar com atenção

O tema é particularmente importante para prestadores de serviços.

Muitas empresas do Simples atuam essencialmente no mercado B2B.

Agências, empresas de tecnologia, consultorias, manutenção, serviços técnicos e diversos fornecedores empresariais trabalham para clientes que também estarão inseridos na nova lógica de créditos de IBS e CBS.

Nesse ambiente, preço nominal deixa de contar toda a história.

O custo efetivo da contratação para o cliente pode passar a depender também do crédito tributário relacionado à operação.

Isso significa que tributação e política comercial ficarão mais próximas.

O prazo termina em 30 de setembro

Aqui não existe espaço para deixar a decisão para janeiro.

Uma das mudanças introduzidas pela regulamentação da Reforma Tributária foi justamente antecipar o calendário.

A opção relacionada ao Simples e à forma de recolhimento de IBS e CBS para 2027 ocorre em setembro de 2026.

Para empresas que já estão regularmente no Simples, a permanência no regime é automática. O que precisa ser avaliado é a possibilidade de recolher IBS e CBS pelo regime regular.

A empresa que não fizer essa opção dentro da janela permanece na sistemática padrão aplicável ao Simples para o período correspondente.

Não faça a escolha olhando apenas para 2026

Outro erro seria alimentar a análise exclusivamente com a fotografia atual da empresa.

A decisão produzirá efeitos em 2027.

Se a empresa está conquistando clientes maiores, mudando seu mix comercial, entrando no mercado B2B ou alterando sua estrutura de fornecedores, essas mudanças precisam entrar na projeção.

Planejamento tributário trabalha com o negócio que existirá durante a vigência da escolha, não apenas com o que apareceu no último extrato.

O que a empresa deve levar para a contabilidade?

Quanto melhores os dados, melhor a simulação.

A empresa deveria chegar à análise sabendo quanto vende para pessoas físicas e jurídicas, quais são seus principais clientes, quanto compra, de quem compra, quais operações representam maior parte do faturamento e quais mudanças comerciais estão previstas para 2027.

Também vale identificar contratos relevantes que possam sofrer renegociação por causa da nova sistemática tributária.

Em empresas B2B, conversar com clientes estratégicos pode inclusive fazer parte do planejamento.

A ferramenta não substitui planejamento tributário

É positivo que a Receita disponibilize instrumentos de simulação.

Mas existe uma diferença importante entre calcular e decidir.

O simulador processa os dados fornecidos.

Ele não conhece a estratégia comercial da empresa, seus principais clientes, contratos futuros, pressão de margem ou planos de expansão.

Essa parte continua dependendo da empresa e de sua contabilidade.

E é justamente aí que uma decisão tributária deixa de ser meramente operacional.

Para empresas de Mauá e do ABC, setembro virou mês de planejamento para 2027

O ABC possui uma característica que torna essa discussão especialmente relevante: uma cadeia empresarial fortemente conectada.

Indústrias compram de distribuidores, que compram de fabricantes, que contratam transportadoras, manutenção, tecnologia e uma enorme rede de prestadores de serviços.

Muitas dessas empresas estão no Simples.

Quando crédito tributário passa a participar da equação, a escolha de uma empresa pode repercutir economicamente na outra.

Por isso, o prazo de 30 de setembro não deveria ser tratado como mais uma obrigação para cumprir no portal.

É uma decisão que merece números.

A Virtual Contábil pode analisar a operação da sua empresa, simular os cenários de IBS e CBS e avaliar os efeitos tributários e comerciais de cada alternativa antes da escolha para 2027.

Se sua empresa está no Simples Nacional, não escolha primeiro para calcular depois. Setembro é o momento de fazer justamente o contrário.

Fontes oficiais para conferir as informações

Consulte as referências utilizadas para verificar regras, prazos e procedimentos diretamente nos canais oficiais.

    Como este conteúdo é revisado

    Este guia foi preparado pela Virtual Contábil com base nas fontes listadas nesta página e é revisado quando há mudança relevante. Como normas, sistemas e cronogramas podem mudar, decisões fiscais, trabalhistas, tributárias ou regulatórias devem considerar a regra vigente e a situação concreta da empresa.

    Publicado em 19 de setembro de 2026. Última atualização: 19 de setembro de 2026.